in english/en español http://paraguacu2012.blogspot.com

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Plantar árvores para finalizar um projeto

O projeto Paraguaçú começou a tomar forma em 2007. Desde a aquisição do barco a remos, em 2011, passaram 4 anos de intenso envolvimento nas questões de logística, planeamento, preparação, execução e divulgação do projeto (sem falar em contatos, aquisições, viagens, suplicas, pragas, sustos, dificuldades, improvisações, remediações, alegrias, esforço, algum sofrimento e suficiente desconforto…).

Para além do desafio pessoal (o geográfico e o literário) e da homenagem aos navegadores quinhentistas e ao espirito pioneiro dos lusitanos de outrora, estava o alerta para a destruição da floresta em geral, e da Amazónia em particular.

Do ponto de vista do primeiro aspeto, creio ter feito o que me foi possível, com os meios de que dispus e nas circunstâncias com que me deparei (e recusei continuar ‘à doida’). Cometi alguns erros, mas fico com a certeza que poderia ter concluído a travessia não fossem as limitações logísticas e económicas - frente às quais uma simples estrutura de apoio teria sido suficiente. Comprovei, mais uma vez que, no nosso país, qualquer apoio oficial depende do envolvimento da pessoa certa, e os apoios privados só surgem após uma aturada atenção mediática ter sido obtida. O final, teve de tudo menos glória mas, 57 dias em solitário num oceano (1400 milhas percorridas) não deixam de reservar inúmeras surpresas e histórias de interesse. Pelo menos, o livro ‘Ensaio sobre a solidão’ está publicado.

Quanto à mensagem transmitida, o projeto chegou a, ou atraiu, um número relativamente reduzido de pessoas, mas a minha contribuição pessoal está feita e o final, simbolicamente muito importante, foi de ouro, com a plantação de vários carvalhos e medronheiros (árvores autóctones) numa área protegida da serra de Sintra, na companhia de familiares e amigos – este evento, que decorreu no dia 23 de Novembro de 2014, apoiado pela associação ‘Plantar uma árvore’, marca o final do projeto Paraguaçú.




Pelo caminho, e no intuito de contribuir para consciencializar a população, divulgámos inúmeros projetos‘sustentáveis’; dados e artigos sobre matérias relacionadas com o ambiente, as alterações climáticas e as suas consequências para o planeta; páginas e sítios web de organizações (ONG’s) dedicadas a temas ambientais, e suas iniciativas (lista em baixo) …

A minha contribuição para este tema, no entanto, não terminou pois a proteção do ambiente faz parte de mim e, junto com o desporto, constituem um compromisso pessoal (equilíbrio entre bem-estar externo e interno). O novo paradigma do século para a humanidade, alguém já disse, é, desde há mais de 20 anos:“melhorar a qualidade de vida sem destruir o meio ambiente nessa tentativa”. O mundo já não necessita do ‘maior crescimento’ ou de um crescimento a qualquer preço, mas sim de um desenvolvimento sustentável. Defesa do ambiente e combate à pobreza constituem o mais importante desafio do nosso tempo, mas ainda há governantes que o preferem ignorar.

Agora é hora de avançar para novas iniciativas, mas não sem esquecer todos e cada um dos que estiveram comigo desde o início, e todos os que colaboraram e apoiaram nalgum momento os movimentos do‘Paraguaçú’: a todos, mais uma vez, um muito obrigado! (tudo sobre este projeto, que não estiver neste blog (nomeadamente o decorrer da viagem, está em http://paraguacu2012.blogspot.com)

Lista de entidades e artigos:



http://sustentabilidadenaoepalavraeaccao.blogspot.pt/2014/10/a-natureza-falar-oceano.html


















terça-feira, 1 de outubro de 2013

Desflorestação para produzir o supérfluo / Deforestation to produce the superfluous

“A desflorestação destrói o essencial para produzir o supérfluo…”

Muito se aponta o dedo às más práticas ambientais e pouco se dá a conhecer das boas práticas. No livro ‘Os novos exploradores lusos e a aventura dos sentidos’ escrevi sobre vários exemplos de comunidades que protegem o seu ambiente (Apo, nas Filipinas…) pois “uma sociedade não se define só pelo que cria, mas pelo que se nega a destruir” (John Sawhill).

Agora, o magnifico vídeo ‘Home’, promovido pela organização www.goodplanet.org (vale a pena deleitar-se com o filme de 1h33m e apoiar esta iniciativa), já com mais de 9 milhões de visitas no youtube, utiliza a máxima “basta deixar de escavar a terra e levantar os olhos para o céu” (referência aos benefícios da energia solar sobre a exploração de petróleo) para apontar mais exemplos de boas práticas: o programa nacional de reflorestação da Coreia do Sul elevou para 65% a superfície do país coberta por floresta; optando entre gastos militares e preservação do território, a decisão da Costa Rica foi clara – deixou de ter exército; o corte seletivo instituído no Gabão não permite cortar mais de uma árvore por hectare; o eco-bairro de Freiburg levanta a curiosidade por toda a Europa; 20% da energia consumida na Dinamarca é obtida através de turbinas eólicas instaladas no mar…  
 

“Deforestation destroys the essential to produce the superfluous…”

We point our finger a lot to bad environmental practices and care little about sharing the good examples. On my book ‘Os novos exploradores lusos e a aventura dos sentidos’ I wrote about several examples of communities that protect their Environment (Apo, in the Philippines…), because “one society  is not defined only by what it creates but also by what it refuses to destroy” (John Sawhill).

Now, the magnificent video ‘Home’, promoted by www.goodplanet.org (it’s worth to enjoy the 1h33’ movie and support the initiative), already with over 9 million views on youtube, uses the sentence “just stop excavating the soil and rise the eyes to the ski” (reference to the benefits of solar energy opposite to oil digging) to point out a few other examples of good practices: the national reforestation program of South Korea allowed the forest to rise up to 65% of the country surface; having to choose between military spending and environmental preservation, Costa Rica’s decision was clear – they have no army anymore; selective cutting was established in Gabon and it is not allowed to cut more than one tree per hectare; the eco city of Freiburg is rising curiosity all over Europe; 20% of the energy consumption in Denmark is obtained through wind turbines installed on the ocean…  

Watch: http://youtu.be/SWRHxh6XepM

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Ensaio sobre a solidão

Ensaio sobre a Solidão’, o novo livro que recolhe as experiências do início da travessia solitária do Atlântico em barco a remos, já está disponível. Para quem se interessa pelos intrincados meandros da mente... 'Ensaio sobre a solidão' será uma interessante leitura para estas férias. O desfecho poderá surpreender alguns (espero que muitos)!

Um abraço especial aos amigos mencionados no texto do livro: Alberto Garcia, Alex Bellini, Amadeu Garcia, Costa Motta, Fátima I. Pinto, Filipe Palma, Filipe Santa Marta, Helena, Inês Tavares, Janice Jakait, João Correia, João Garcia, João Oliveira, João Pedro, Jorge Sánchez, José Viegas, Liliana Santos, Mafalda Tavares, Maria Clarinda, Maria Dolores Saez, Margarida Botelho, Nini Cunha Rego, Paco Gonzalez, Pilar Domenech, Pilar Martos Fernandez, Rahkel Vilhena, Rodrigo Xeira, Roz Savage, Sónia Barata, Tony Humphreys.

Personalidades públicas referenciadas: Carminho, Cristiano Ronaldo, Eduardo Punset, Fernando Alvim, João Garcia, José Saramago, Lobo Antunes, Nuno Markl, Obelix, Paulo Castilho, Paulo Morgado, Vargas Llosa…


Sinopse: “Eu tinha um ‘desejo’, mais do que um sonho, de viajar por mar… “uma grande viagem em autonomia”… Esta travessia é uma forma de, pelo menos uma vez na vida, me comprometer com esses sonhos, largando tudo para os perseguir. Este livro é o retrato desse desejo e da ação que tenta levar à sua possível concretização. De caminho, pretendo levar o leitor a uma viagem pelos intrincados meandros da mente - onde nos confrontamos com fraquezas e motivações, debilidades pessoais e as de uma sociedade proclamada de ‘moderna’ e democrática -, na forma de uma combinação de reflexões e pesquisa de diversa índole, incluindo a científica.

Outros livros e informações: http://ze-tavares.blogspot.com  

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Ensaio sobre a solidão

Estamos a envidar esforços para prosseguir a travessia do Atlântico no início de 2014.

Entretanto, o livro 'Ensaio sobre a solidão' já está disponivel. O desfecho irá surpreender alguns (espero que muitos). Esta é a capa:



















Mais informação e encomendas em: http://ze-tavares.blogspot.com e
http://www.bubok.pt/livros/6986/Ensaio-sobre-a-solidao--no-Atlantico-a-remos-pela-Amazonia

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Partida / Departure

Partida do Paraguaçú, desde Lagos, agendada para o dia 24 de Fevereiro 2013.

A partir deste momento este Blog deixará de ser atualizado e toda a informação relativa à travessia do Paraguaçú poderá ser seguida em http://paraguacu2012.blogspot.com

From now on please follow the Paraguaçú Atlantic crossing on http://paraguacu2012.blogpot.com
Departure from Lagos on the 24th February 2013.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Estado atual / novo e-mail

Novo contacto e-mail: zgiraldes@gmail.com

 
- Evento: travessia oceânica para o Brasil num barco a remos

- Situação atual: em preparação para a partida

- Dia/lugar da partida: devido a dificuldades logisticas e financeiras a partida do Paraguaçú fica adiada para o início de 2013 (data a confirmar)


- Rota: Cabo Bojador - Canárias - Cabo Verde - F. Noronha - Natal, Brasil

- Mensagem: sustentabilidade e conservação; proteção da Amazónia.
Conseguir maior eficiência energética sob 3 formas: racionalizar os recursos energéticos fósseis; proteger o ambiente; salvar as florestas.

- Ação: travessia de 5.000 km do Atlântico, prestando homenagem ao espírito pioneiro dos navegadores quinhentistas e celebrando os 90 anos da primeira travessia aérea do Atlântico sul por Coutinho e Cabral
(ver início http://travessiaoceanica.blogspot.pt/2011_08_01_archive.html)


- Fotos: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.136523499788650.29430.135954383178895&type=3

- Patrocinador principal: procura-se!

- Patrocinador secundário: necessita-se!

- Media partner: requere-se!

- Apoios institucionais: CNL, Marina de Lagos, Atelier Gráfico (Queijas), Nautel, Nivalis, Weider/Victory Endurance
(http://travessiaoceanica.blogspot.pt/2012_01_01_archive.html)

- Apoios individuais: bem-vindos!

(diretamente ao autor ou via PPL crowd funding até 15 Janeiro http://ppl.com.pt/pt/prj/paraguacu)
- Apoios individuais atuais: A. Costa Motta, Amadeu Garcia, Mestre Fernando, João Tavares, Teresa Tavares, Layse Oliveira, João Correia, Helena e Carlos Viegas, J. Soutelinho, Paulo César Santos, Inês Tavares, João Pedro Tavares, Terezinha T. Carvalho

- Apresentações em escolas (programado): Escola Secundária Gil Eanes de Lagos; Colégio Primário Nuestra Sra. de la Antigua de Monteagudo, Murcia;








- Últimas apresentações públicas: 17 Novembro 2012, CNL (Cais do Sodré); 8 Novembro 2012, ESHTE (Estoril)



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

We are not alone!


Solo but not alone”, someone wrote to me as he sent a 50 euros contribution to the crossing project! At PPL crowd funding – see http://ppl.com.pt/pt/prj/paraguacu -, from the 15Oct to the 15Jan, you may send in your support. The interesting part is that you will get some ‘rewards’:

5 €
Colocação de foto de agradecimento no facebook  (photo plus thanks on facebook)
12 €
Foto exclusiva no alto mar (com dedicatória) ou PDF do último livro do autor: 'Os novos exploradores lusos e a aventura dos sentidos' (exclusiv photo from the oceano or PDF of the last book of the author)
20 €
Referência do nome no livro 'Ensaio sobre a Solidão (a publicar), dedicatória no livro e 20% desconto (reference on the book of the crossing, still to publish, and 20% off on a signed copy of this book)
50 €
Registo do nome no barco Paraguaçú, agradecimento no livro 'Ensaio sobre a solidão' e oferta do mesmo com dedicatória (your name written on the boat plus reference on the book and offer of a signed copy)
100 €
Registo do nome do apoiante no barco Paraguaçú, agradecimento no livro 'Ensaio sobre a solidão' e oferta do mesmo com dedicatória, e telefonema para um telemóvel desde o oceano (your name written on the boat plus reference on the book and offer of a signed copy, plus a phone call straight from the ocean)



Paraguaçú is now on dried dock, in Lagos. Meanwhile, we got an MP3, a portable PC, a radio station and some more financial support. Also, the TV coverage in F. Noronha and Natal is assured. All this, thanks to João Correia, Paulo César Santos, J. Carlos Viegas, J. Soutelinho, and Layse Oliveira! We are not alone!
 

 
Photos: first 2 from J. Correia.


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Paraguaçú é ‘Ensaio sobre a Solidão’…

«‘A viagem da minha vida’, o subtítulo do livro do projecto de travessia, não significa um retrato da minha vida como uma viagem, mas sim o retrato desta viagem em concreto, que poderá marcar a minha vida. Todas as vidas deveriam merecer uma grande ‘viagem’, de algum tipo, que as encha e faça transbordar… Seja no sentido da procura daqueles breves momentos de felicidade “que justificam uma vida” ou, como para os muçulmanos, no sentido do dever de efectuar pelo menos uma viagem de peregrinação a Meca…» (trecho do livro).













Fotos do Paraguaçú no facebook:
http://www.facebook.com/#!/media/set/?set=a.136523499788650.29430.135954383178895&type=3 

Aqui, pretendo agradecer o apoio recebido ultimamente sob diversas formas: das simpáticas palavras, conselhos, e belissimo jantar dos velejadores Helena e José Carlos Viegas, ao lindo poema enviado pela Maria Dolores Saez.

Sigue, sigue adelante y no regreses,
Fiel hasta el fin del camino y tu vida,
No eches de menos un destino más fácil,
Tus pies sobre la tierra antes no hollada,
Tus ojos frente a lo antes nunca visto
.
(Luis Cernuda)

A propósito, estamos a organizar a apresentação do projecto em várias escolas interessadas em apoiar a travessia: da Escola Secundária Gil Eanes, de Lagos, ao Colégio Primário Nuestra Sra. de la Antigua de Monteagudo, de Murcia. As escolas interessadas podem contactar por e-mail (zgiraldes@hotmail.com).

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Ilha decadente - a história repete-se!


A rádio Sagres FM (94.6 MHZ) vendia a ilha da Páscoa como destino turístico e contava em resumo a sua história: a próspera população da ilha chegou a atingir 15 mil habitantes!

Possivelmente povoada tão cedo como entre 300 e 400 D.C. e apenas registada pelos europeus em 1722 (ano da sua descoberta pelo explorador holandês Jacob Roggeveen), a ilha de Páscoa entrou em decadência em meados desse século e a população reduziu-se para cerca de 2 mil habitantes. Ao que parece a prosperidade do povo Rapa Nui derivou da agricultura e da destruição das florestas até que, extintas estas, o terreno ficou impróprio para o cultivo e deixou de conseguir satisfazer tantas bocas. Seguiram-se revoltas sociais, guerras, e o declínio da população… Diz-se que por isso foram derrubadas muitas das mais de 900 enormes esculturas ou Moai!

A moral da história está muito bem resumida num artigo de Cláudia de Castro Lima (http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/atitude/conteudo_255142.shtml): «Para um grande número de pesquisadores, o colapso foi causado pela acção descuidada do homem sobre a natureza. Não é à toa que a Ilha de Páscoa é actualmente apontada como uma espécie de metáfora do futuro da Terra: o que houve com os rapanuis é mais ou menos o que pode acontecer com a população do planeta»!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Poucas palavras e muita energia!


Tal como parece que sobre os melhores dias sempre cai uma mancha… para quebrar o encanto - no primeiro dia a remar o Paraguaçú, a partir de Lagos, cheguei ao Alvor e, no regresso, quando tudo ia bem, a poucos metros do meu pontão fui abalroado por um turismo pilotado por um ser prepotente e, duas semanas depois, no regresso de Porto de Mós, após uma jornada quase perfeita, encaixei o pantilhão numa rocha submersa – também as melhores reacções são obtidas das pessoas que menos esperamos! Descobre as semelhanças… Tal como alguns falam demasiado e não dizem nada, ou outros que prometem com a maior das facilidades mas também se ‘esquecem’ do prometido ainda com maior velocidade (a promessa é uma forma algo abusivamente utilizada para cativar e despertar interesse), uns pucos há que, com poucas palavras ou pequenos gestos, te inundam de energia positiva! Obrigado Maria Clarinda, Alberto Garcia, Jota Correia, Humberto (estes dois senhores tive o prazer de os conhecer já na Marina de Lagos) e tia Teresa.

Este parágrafo faz parte do livro 'Ensaio sobre a solidão' sobre a travessia do Atlântico a remos.

domingo, 12 de agosto de 2012

90 anos da primeira travessia aérea!

Em 2012 perfazem 90 anos desde a primeira travessia aérea do Atlântico sul, por Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Os dois aviadores partiram de Belém a 30 de Março, no hidroavião ‘Lusitânia’. Na primeira etapa voaram até às Canárias. Na segunda, até Cabo Verde. Quando se acercavam da ilha de Fernando de Noronha começaram as peripécias… Uma amaragem forçada danificou um dos flutuadores. Foram então apoiados por um navio mas tiveram que utilizar um novo aparelho para prosseguir: o ‘Pátria Brasileira’, cujo motor avariou em poucas horas! Depois, bom, depois teve que vir um novo motor de Portugal…
Foi desta forma que os dois aviadores chegaram ao Brasil, percorrendo algumas cidades costeiras antes de terminar no Rio de Janeiro a 15 de Junho. A aeronave chamava-se ‘Santa Cruz’!


É sensivelmente esta a rota que o Paraguaçú pretende reconstituir, homenageando o espírito dos aviadores pioneiros. Mas o Paraguaçú (‘mar imenso’) é portador de uma mensagem: ‘Eco-eficiência’ é a expressão que pretende transmitir a necessidade de conseguir uma maior eficiência energética, através do estabelecimento de políticas mais firmes de sustentabilidade e conservação de recursos. De 3 formas: racionalizar os recursos energéticos; proteger o ambiente; poupar as florestas (em especial a Amazónia)!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Em Lagos....

Agradeço aqui ao Marco Firmino (www.atlgrafico.web.pt) pelo esforço extra para os novos autocolantes; ao Pedro Santos e Rita pelo contacto com o Jornal da Região, e ao Jorge Ferreira pelo artigo http://jregiao-online.webnode.pt/products/quatro-meses-sozinho-a-remar-contra-a-crise-/ ; ao pessoal do CNA (www.cnalges.pt) pela custódia do Paraguaçú; ao Costa Motta pela disponibilidade para o transporte do barco; e à Marina de Lagos (www.marlagos.pt) pela excelente recepção e infra-estruturas…
Todos os apoios, por insignificantes que pareçam, são extremamente importantes (infelizmente também houve quem não cumprisse). Mas nesta altura, as negativas e os revezes só me dão mais força para continuar…

Como escreveu a minha irmã Isabelinha “já que vai de qualquer maneira que o faça com os melhores…”. Este bem poderia ser o mote para motivar os apoios ‘maiores’ (os menores estão em http://travessiaoceanica.blogspot.pt/2012_06_01_archive.html, do dia 4Jun.). O orçamento da rapariga alemã que terminou uma travessia semelhante no início do ano era o dobro do meu (no barco gémeo do Paraguaçú), e foi integralmente coberto por “bons sponsors” (como me escreveu).

Em Lagos, treino pela manhã com as águas calmas para evitar os ventos de norte que se levantam pela tarde. No primeiro dia cheguei à baia de Alvor e regressei… tudo a correr bem até que entrei no canal da Marina e fui abalroado pelo barco turístico ‘Mananita’ (que desde já não recomendo), sem prioridade, cuja brutalidade de mestre e tripulação me deixou entristecido. Também por aqui, além da brutalidade popular, se pavoneiam vaidades, por parte de pilotos de barco a motor que fazem questão de ‘marcar’ a presença. Curioso é como é tão diferente a atitude dos skippers dos veleiros…
No quarto dia fiz um exercício ao largo, afastando-me da costa e lançando um drogue para estudar como este travava o arrastamento do barco pelo vento… A satisfação chegou-me quando perto de mim, silenciosos, se cruzaram 3 golfinhos…com uma atitude bem diferente da do mestre do barco turístico! Quis chamar-lhes a atenção para que se aproximassem mais mas o único que me ocorreu não foi chamar o típico “bicho, bicho…”, foi cantarolar o tema Ukelele do filme Arizona Junior! Vá-se lá saber!!!

terça-feira, 24 de julho de 2012

Porquê?

A pergunta que mais me fazem, e fizeram em especial durante a Feira Náutica do Tejo, é: “porquê atravessar o oceano?”
Além de pretender transmitir a mensagem da ‘eco-eficiência’ e homenagear o espírito empreendedor e aventureiro de portugueses de outrora (mais detalhes nas primeiras mensagens deste blog, tenho um outro objectivo muito pessoal: acabar de escrever um novo livro que intitulei ‘Ensaio sobre a Solidão’! Este revelará as preocupações com esta viagem e reflexões em estado de solidão, tal como pretende averiguar até que ponto se verifica a oportunidade dos temas analisados...







Acidentes domésticos:
Um ano passou desde que comecei a viver na autocaravana. Nesse período apenas tive dois ‘acidentes domésticos’ (rebentei a porta do wc ao cair contra ela e dei uma cabeçada num cabide fixo) que relaciono com a exiguidade do espaço. Em apenas 3 dias dentro do Paraguaçú tive um acidente doméstico potencialmente mais sério: entornei sobre a perna a água a escaldar para preparar o almoço! Quantos acidentes domésticos me esperarão durante a travessia neste espaço tão mais limitado que o de uma caravana?

sábado, 30 de junho de 2012

Bolsa de valores e ambiente…

As acções de bolsa da Galp descem porque… o preço do petróleo desceu (TSF, 28.06.12)!!! No ridículo desta economia liberal de carroussel a Galp beneficia com a subida do preço do petróleo!? Que é como quem diz: uma empresa ganha quando todos os consumidores perdem ou, se os preços do crude sobem a Galp ganha mais porque o aumento dos preços da sua gasolina é maior do que o aumento dos seus custos!!! Não admira, pois, que esta constantemente esteja a atirar os preços para cima! (ver também A Economia Carroussel - Crónica 44, de 23.06.11, em http://cronicasdozezinho.blogspot.com).

As últimas fotos (3) que coloquei no facebook mostram situações em que uns poucos beneficiam com o que muitos perdem!



A mensagem do Paraguaçú pretende beneficiar todos e é como tal que, fazendo um "little bit", se associa à frase de Desmond Tutu:


domingo, 24 de junho de 2012

Fracasso da Cimeira do Rio

1 milhão de almas em pobreza extrema. 1 milhão mais com uma alimentação deficiente… e um enorme fracasso da Cimeira do Rio+20, onde os países mais poluidores não quiseram admitir a necessidade de canalizar esforços para o combate à pobreza e para a protecção do ambiente (a isto não é alheio o facto de se terem descoberto novas jazidas e formas de explorar os poluentes hidrocarbonetos).

Aumentam as desigualdades; aumenta a diferença entre ricos e pobres (com consequências na saúde); aumenta o desemprego; aumenta a criminalidade; aumenta o consumo de recursos naturais; aumenta a degradação ambiental… Quando tudo isto aumenta na nossa sociedade, ao mesmo tempo que os índices de ‘educação escolar’ e de ‘satisfação com a vida’ revelam (notícias 22 Maio) que estamos na cauda da Europa, não é difícil augurar um futuro mais complicado para todos. Tal como não é difícil intuir que todos estes problemas têm uma raiz comum… Vivemos um novo paradigma em que se necessita de mais cooperação em vez de competição, mas os actuais lideres internacionais ainda não querem reconhecer a nova realidade e insistem no falido sistema capitalista liberal que favorece uns poucos e marginaliza muitíssimos ao permitir a prevalência do capital sobre o social (não posso deixar de recomendar a leitura de ‘As Maiores Tolices do Mundo’, http://www.bubok.pt/livros/4919/As-Manias-da-Paula-e-as-Maiores-Tolices-do-Mundo).
A mensagem a transmitir com a travessia do Paraguaçú pretende alertar para a necessidade de um maior controle sobre as duas últimas variáveis elencadas!

Fotos do Paraguaçú no facebook:
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.10151172521039778.542293.613684777&type=3

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Como participar na travessia do Paraguaçú!?

Podes participar nesta travessia apoiando a mensagem do projecto e colocando o teu nome no barco ao contribuir com dinheiro, géneros ou contactos de patrocinadores. Escolhe uma modalidade:
1- com um mínimo de 50 euros verás o teu nome escrito no convés do Paraguaçú (poderás assinar pessoalmente) e referido no livro do projecto: ‘Ensaio sobre a Solidão’.
2- com 100 euros ou mais, receberás uma breve chamada telefónica do meio do oceano directamente para o teu telemóvel, além de ter o teu nome escrito no convés do Paraguaçú e no livro.
3- poderás contribuir especificamente para/com alguns dos itens seguintes ainda em falta, e ter o teu nome gravado no Paraguaçú.

Transferências para o BPI, NIB:001000003760922000147
(IBAN: PT50+NIB, Cód. Swift: BBPIPTPL)
Referência: ‘Paraguaçú’+nome ordenante+item (no caso de a contribuição se destinar à compra de um item em particular). Por favor confirmar por e-mail (zgiraldes@hotmail.com), e mencionar o nº de telemóvel para a opção ‘2’.

25 caixas barras Amêndoa Aptónia,              73€
25 caixas barras Morango Aptónia,               73€
1 Balsa salva-vidas Cruiser 4l,                      963€
1 inversor Marine Tech,                                45€
1 rádio VHF ICM33,                                    158€
1 estação rádio VHF, aprx.                          200€
1 binóculos 7x50,                                       49€
200 comida liofilizada (Aptónia, outras…)      1000€
24 pacotes cereais, aprx.                             40€
67 caixas 6 barras cereais, aprx.                  67€
n Power Gel (unid. aprx. 1,9€)
1 tacho Jet Boil                                           70€
Mp3, mínimo 4 GB,                                    
1 head phones ergonómico
1 pack 6 cervejas
1 pack 6 coca-cola
1 cartão 500 min. crédito telefone Iridium,    625€
1 bateria telefone satélite Iridium,                115€
1 viagem de regresso, aprx.                        1000€
diversos Farmácia                                      75€
n Pirilampo Mágico                                     2€

A Travessia do Atlântico - rota do ‘Paraguaçú pelo ambiente

A mensagem que pretende transmitir este projecto é a de alerta para as consequências do consumo não racionalizado de energias fósseis e seu reflexo nas Alterações Climáticas; e a de estimulo à procura da ecoeficiência, recorrendo ao uso de energias alternativas e protegendo a Floresta, em particular a Amazónia.

‘Paraguaçú’, o nome do barco, significa ‘mar imenso’ (era o nome da índia Tupinambá… mais em http://travessiaoceanica.blogspot.com) e pretende homenagear os navegadores pioneiros (Pedro Ávares Cabral, em particular), mas também os 90 anos da primeira travessia aérea do Atlântico sul, concluída em 1922 pelos aviadores Gago Coutinho e Sacadura Cabral, bem como o povo brasileiro, aquém estendo um abraço com o desejo de ver estreitadas as relações entre os dois povos irmãos. A rota (reconstitui a da aeronave ‘Santa Cruz’) será feita remando em solitário, entre Marrocos/ilhas Canárias/Cabo Verde e Natal/Brasil, numa extenção de cerca de 5.000 km de oceano. A duração esperada é de 110 dias (a começar no final de 2012)…

Bem hajam!

domingo, 3 de junho de 2012

Paraguaçú na Feira Náutica do Tejo

O Paraguaçú na Feira Náutica do Tejo, o novo Centro Náutico de Algés, com o apoio da Marina de Lagos.
O barco foi um dos mais visitados...


Foto 3: alguns dos mais de 280 itens a bordo...
Mais fotos em: http://www.facebook.com/media/set/edit/a.10151172521039778.542293.613684777/?success=3&failure=0#!/media/set/?set=a.10151172521039778.542293.613684777&type=1

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dia Mundial do Ambiente e emprego!

O Ambiente pode ser parte da solução para a crise! As energias renováveis podem vir a criar até 60 mil empregos em Portugal, em 2015!

A Cimeira 'Rio +20' terá lugar no Brasil de 20 a 22 de Junho próximo. Ali, a Quercus vai propor a criação de um Património natural Intangível, que incluirá o Clima e os Oceanos. Não deveríamos incluir também as florestas?

Por seu lado, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, estimula os jovens do mundo a que “façam barulho” para que se acelerem as negociações - as que podem permitir as soluções apontadas. Quem o refere é o jornal Metro, de 21.05.12. E com razões: há medida que destruímos áreas verdes em nome do progresso, só estamos a prejudicar o nosso próprio bem-estar. As cidades modernas tornaram o dia-a-dia mais fácil, mas não garantem as necessidades humanas básicas… É que, a humanidade evoluiu com as plantas de tal forma que “temos uma resposta pré-programada, inata a elas”. Estudos demonstraram que “temos menos stress e que a nossa mente funciona melhor quando há plantas à nossa volta”. As afirmações são da professora Virgina Lohr, da Universidade de Washington, referida pelo jornal. As plantas “ajudam a humanizar o ambiente, a tornar-nos mais calmos e menos violentos”, diz a concluir. Mais uma razão para cuidar das florestas.

5 de Junho é o Dia Mundial do Ambiente (e dia 8, o Dia Mundial dos Oceanos): o Paraguaçú congratula-se e associa-se a estas celebrações!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Notícias do Paraguaçú

O Paraguaçú (‘mar imenso’), vai ‘molhar o casco’ durante uma semana de treinos na barragem de Aviz, entre os dias 24 e 30 de Maio próximos. Esta acção tem o apoio do hotel da Herdade da Cortesia, www.herdadedacortesia.com.

Na semana seguinte, de 31 a 3 de Junho, o Paraguaçú estará em exposição na Feira Náutica do Tejo, www.feiranauticadotejo.pt, em Algés. Esta acção tem o apoio da Marina de Lagos, www.marlagos.pt, um dos patrocinadores da travessia e entidade que acolherá o barco no Algarve. É que, durante todo o verão de 2012, terão lugar treinos no barco ao longo das praias algarvias. No periodo de 1 a 15 de Agosto (em dias a concretizar) terão lugar uma série de travessias conjuntas com o nadador de ultra-maratonas de águas abertas, Miguel Arrobas, com partida de Lagos.

Blogs da travessia, com mais detalhes da expedição e da mensagem a divulgar:
http://travessiaoceanica.blogspot.com
http://paraguacu2012.blogspot.com (en castellano / in english)
No FacebooK:
http://www.facebook.com/pages/Paragua%C3%A7%C3%BA-httpparaguacu2012blogspotcom/135954383178895

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Remadas em Aviz e Feira Náutica do Tejo

Enquanto no remo indoor somava (entre Janeiro e Abril) 327km remados, em 44h40’, a minha professora de Meio Ambiente, Belén, revelou-me novos e significativos dados para a mensagem do projecto PARAGUAÇÚ:
Na Amazónia perdem-se 2 mil árvores por minuto (5 campos de futebol).
Os EUA admitem emitir para a atmosfera 2 mil milhões de kg de tóxicos/ano – fora o que não admitem.
Cada habitante dos EUA é bombardeado com mais de 300 anúncios por dia.
99% do que consumimos torna-se lixo em menos de 6 meses.

Agora, bem entrada a primavera, é hora de remar ao ar livre: estamos a colocar os autocolantes das empresas apoiante do Paraguaçú, mas os treinos continuam no rio Tejo, com o CNL.
Também o Paraguaçú se estreará na água, na barragem de Aviz, com o apoio do Hotel www.herdadedacortesia.com (de 24 a 30 de Maio). Logo depois, de 31 a 3 de Junho, o Paraguaçú estará exposto na Feira Náutica do Tejo, em Algés: www.feiranauticadotejo.pt. Entrada livre!