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Agradeço aqui ao Marco Firmino (www.atlgrafico.web.pt) pelo esforço
extra para os novos autocolantes; ao Pedro Santos e Rita pelo contacto com o
Jornal da Região, e ao Jorge Ferreira pelo artigo http://jregiao-online.webnode.pt/products/quatro-meses-sozinho-a-remar-contra-a-crise-/
; ao pessoal do CNA (www.cnalges.pt) pela
custódia do Paraguaçú; ao Costa Motta pela disponibilidade para o transporte do
barco; e à Marina de Lagos (www.marlagos.pt)
pela excelente recepção e infra-estruturas…
Todos os apoios, por insignificantes
que pareçam, são extremamente importantes (infelizmente também houve quem
não cumprisse). Mas nesta altura, as negativas e os revezes só me
dão mais força para continuar…
Como escreveu a minha irmã
Isabelinha “já que vai de qualquer maneira que o faça com os melhores…”. Este
bem poderia ser o mote para motivar os apoios ‘maiores’ (os menores estão em http://travessiaoceanica.blogspot.pt/2012_06_01_archive.html,
do dia 4Jun.). O orçamento da rapariga alemã que terminou uma travessia semelhante
no início do ano era o dobro do meu (no barco gémeo do Paraguaçú), e foi integralmente coberto por “bons
sponsors” (como me escreveu).
Em Lagos, treino pela manhã com as
águas calmas para evitar os ventos de norte que se levantam pela tarde. No primeiro
dia cheguei à baia de Alvor e regressei… tudo a correr bem até que entrei no
canal da Marina e fui abalroado pelo barco turístico ‘Mananita’ (que desde já
não recomendo), sem prioridade, cuja brutalidade de mestre e tripulação me
deixou entristecido. Também por aqui, além da brutalidade popular, se pavoneiam
vaidades, por parte de pilotos de barco a motor que fazem questão de ‘marcar’ a
presença. Curioso é como é tão diferente a atitude dos skippers dos veleiros…

No quarto dia fiz um exercício ao
largo, afastando-me da costa e lançando um drogue para estudar como este travava
o arrastamento do barco pelo vento… A satisfação chegou-me quando perto de mim,
silenciosos, se cruzaram 3 golfinhos…com uma atitude bem diferente da do mestre
do barco turístico! Quis chamar-lhes a atenção para que se aproximassem mais mas
o único que me ocorreu não foi chamar o típico “bicho, bicho…”, foi cantarolar o tema
Ukelele do filme Arizona Junior! Vá-se lá saber!!!
A
pergunta que mais me fazem, e fizeram em especial durante a Feira Náutica do Tejo, é: “porquê atravessar o oceano?”
Além de pretender transmitir a
mensagem da ‘eco-eficiência’ e homenagear o espírito empreendedor e aventureiro
de portugueses de outrora (mais detalhes nas primeiras mensagens deste blog, tenho
um outro objectivo muito pessoal: acabar de escrever um novo livro que intitulei
‘Ensaio sobre a Solidão’! Este
revelará as preocupações com esta viagem e reflexões em estado de solidão, tal
como pretende averiguar até que ponto se verifica a oportunidade dos temas analisados...
Acidentes
domésticos:
Um
ano passou desde que comecei a viver na autocaravana. Nesse período apenas tive
dois ‘acidentes domésticos’ (rebentei a porta do wc ao cair contra ela e dei
uma cabeçada num cabide fixo) que relaciono com a exiguidade do espaço. Em apenas
3 dias dentro do Paraguaçú tive um acidente doméstico potencialmente mais
sério: entornei sobre a perna a água a escaldar para preparar o almoço! Quantos
acidentes domésticos me esperarão durante a travessia neste espaço tão mais
limitado que o de uma caravana?