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terça-feira, 24 de abril de 2012

As soluções começam por reconhecer os erros!


Jeffrey Sachs (em ‘The end of poverty’) escreveu: “A principal causa das alterações climáticas a longo prazo, a combustão de energias fósseis, é, desproporcionadamente, o resultado das acções dos países ricos”.
Para aplicar soluções há que reconhecer os erros!
O ministro espanhol que tutela a área energética diz que está “farto das milongas da energia sustentável”... Vai o presidente Rajoy atrás e diz “sabemos lá o vai acontecer ao planeta dentro de 300 anos!?” Como quem diz ‘que importa a conservação no presente’! Mas, estamos a falar de apenas umas décadas de distância, Sr. Rajoy! O melhor exemplo vem da Tanzânia: conta-se com que as ‘neves eternas’ desapareçam do topo do monte Kilimanjaro já entre 2015 e 2020! As secas e tempestades violentas que têm assolado este cantinho priveligiado da Europa também lhe deviam dar que pensar: “Já sabemos o que fazer relativamente ao ‘aquecimento global’, o mais difícil parece ser”, dizia a jornalista (canal 24h, 22.03.12), “acomodar os ritmos da política aos tempos do planeta”!
Fotos: glaciar em retracção, no cimo do Kilimanjaro

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Hora do Planeta

As Borboletas Monarca pesam 0,5 gramas e voam até 120 km/dia. Esta primavera regressaram ao México (dos EUA e Canadá) em menor quantidade que noutros anos. Ocuparam uma área de floresta de 3 hectares quando, normalmente, ocupam 4. Crê-se que o motivo são as secas e as alterações climáticas que afectam as suas áreas de passagem.
No dia 31.03.12 manifestou-se a ‘Hora do Planeta’, uma iniciativa da WWF (a mayor ONG do mundo) que teve inicio em cidades da Austrália.
Neste mesmo dia foi inaugurado um novo grande centro comercial em Granada. Alheia à necessidade de racionalizar recursos energéticos, e continuando a tropeçar na obsessão pelas molhadas das inaugurações, a população acorreu massivamente, infernizando o tráfico nas ruas próximas...
São formas diferentes de olhar o planeta no Ano da Energia Sustentável, 2012 (ver http://www.wwf.pt/). A palavra de ordem do projecto ‘Paraguaçú2012’ é a Eco-eficiência: racionalizar recursos; proteger o ambiente; salvar as florestas. É por esta mensagem que empreendo a travessia do Atlântico num barco... a remos!